quinta-feira, 29 de julho de 2010

fique sozinha, a solidão cuidará de você

Costumamos pensar que só ama, de fato e de direito, quem está com alguém, namorando, casado ou encaixado dentro de qualquer outra relação que inclua o outro, necessariamente. No entanto, estar só também pode ser um jeito de amar, de relacionar-se, mesmo que temporariamente.


Todos nós, em algum momento da vida, já nos encontramos indisponíveis, mesmo que não comprometidos. Seria como dizer que estamos em posição de espera; e a espera pode ser um exercício divino, que inclui paciência, consciência e, fundamentalmente, presença de si mesmo!Então, ama-se só a si mesmo, enquanto se espera para estar pronto. Ama-se só para um período de revisão, de recauchutagem, de reforma interior. Ama-se só para resgatar em si valores perdidos, defasados, esquecidos, para voltar a acreditar em algo que se esvaiu numa decepção, para reformular a alegria, a vontade de viver, o desejo de compartilhar.

Porque engatar uma relação na outra para fugir deste amor só, de si consigo mesmo, é o que muitas pessoas fazem... é o que todos nós, provavelmente, já fizemos alguma vez. Entretanto, se em algum momento decidirmos nos olhar com acolhimento e respeito, certamente perceberemos que ninguém pode curar uma ferida que é nossa. E até para que alguém nos ajude nesta difícil recuperação, precisamos estar prontos, conectados com o que há de mais íntimo em nossas almas. Isto é, amar-se só.

Por outro lado, também existe quem fica continuadamente sozinho, enclausurado em seu próprio medo a fim de evitar a reincidência da dor, para descartar a possibilidade de "perder" novamente. E esta escolha, da mesma forma, também não nos remete à evolução, não nos possibilita uma atualização preciosa para que o amor compartilhado aconteça.Neste sentido, estar só pode deixar de ser incapacidade ou incompetência para se transformar em ‘expertise’; você pode não se comprometer com o outro - seja por decisão pessoal ou circunstancial - para estar melhor, mais inteiro, mais atraente e consciente do amor que quer compartilhar, para que quando o outro chegue, você possa recepcioná-lo à altura do que tem para oferecer.

Creio que esteja mais do que na hora de pararmos de impor uma relação direta entre "estar junto e feliz" e "estar só e abandonado". Ou seja, estar junto nem sempre significa estar feliz, assim como estar só pode não ser sinônimo de abandono.

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Nesta vida de foda,
é de norma condição
tantos são os que fodem,
como aqueles que fodidos são.


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Eu finalmente aprendi que primeiro devo ser feliz sozinha para entao ser feliz em um relacionamento. A felicidade esta dentro de nos, so depende de nos, e nao de fatores externos.



Esquecer alguém é sempre uma tarde difícil e dolorosa. Infelizmente ou felizmente não temos um botão em nosso coração com a função de delete ou ctrl+z. Temos que fazer isso manualmente, e para isso, precisamos de tempo. Algumas vezes, muito tempo.Certas (quase sempre erradas) pessoas marcam nossas vidas, algumas negativamente e outras positivamente. E você querendo ou não, você acaba sempre se acostumando. Seja com a dor, ou com o amor. E mais difícil que lidar com isso, é perder isso.

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